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Agronegócio

Indígenas participam da Expointer desde a década de 1970

A década era de 1970 quando o cacique da Aldeia Indígena Kaingang, do município de Iraí, Aristides da Silva, conquistou um espaço para seu povo mostrar sua cultura no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Começava então a participação de indígenas na Expointer, que dura até hoje.  De lá para cá, aldeias de outras etnias somaram-se ao grupo inicial. Esta 44ª edição, por causa da pandemia, conta com seis famílias de indígenas Kaingang, Guarani e Xokleng, mas que representam cerca de 40 famílias. Eles expõem e comercializam seu artesanato: cestos, pulseiras, esculturas em madeira, colares, arcos e flechas, filtros dos sonhos, entre outros produtos.

“Este movimento de vinda dos indígenas para a Expointer é importante para a demonstração de sua cultura e comercialização de seu artesanato tradicional”, explica o diretor do Departamento de Desenvolvimento Agrário, Pesqueiro, Aquícola, Indígenas e Quilombolas da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (DDAPA/SEAPDR), Maurício Neuhaus.

Eles ocupam três estandes no Pavilhão da Agricultura Familiar e sete bancas em frente ao Restaurante da Associação dos Funcionários da Secretaria da Agricultura (Afusa). “Esse terreno, no qual ficam acampados durante a feira, foi conquistado após muitas lutas e apoio de servidores e defensores da causa indígena. O próximo desafio é a construção do espaço cultural indígena permanente, que será reservado a apresentações culturais das diferentes etnias, bem como a comercialização de seu artesanato no local, inclusive gerando economia a médio e longo prazos, evitando a locação de espaços temporários, como neste ano”, esclarece Neuhaus.

A participação dos indígenas não se restringe à venda de artesanato. Visa também mostrar a existência e a perpetuação de culturas indígenas, muitas vezes desconhecidas pelos próprios brasileiros, e o modo de ser que está em nossos hábitos, sem sabermos qual a origem, a exemplo da erva-mate no chimarrão, uma tradição Guarani.

Entre alguns aspectos culturais, pode-se citar os Mbyá Guarani, que mantêm uma unidade religiosa e linguística bem determinada, que lhes permite reconhecer seus iguais mesmo em aldeias separadas por grandes distâncias geográficas, nacionais e transfronteiriças. Já o povo Kaingang organiza-se socialmente em dois segmentos ou dualidades, kamê e kanhru, cada qual com suas habilidades. Acreditam que na natureza tudo se relaciona com estas marcas, há semelhanças nas pinturas corporais, nas folhas e cascas de árvores. E os Xokleng são do grande grupo linguístico Macro Jê, parentes próximos dos Kaingang, e cuja territorialidade histórica e temporal sempre se deu em relação às terras altas, aos Campos de Cima da Serra, muito em função dos recursos naturais.

Segundo Neuhaus, neste ano, por causa da pandemia do novo coronavírus, a feira acontece com a necessidade de observação de rigorosos protocolos sanitários. Os indígenas que participam estão vacinados, foram testados para Covid-19 antes de entrarem no Parque, e orientados a não trazerem suas crianças para evitar contaminações ao retornarem às suas aldeias. “Todas as orientações sanitárias foram construídas de forma coletiva pela Comissão Expointer 2021 do Conselho Estadual dos Povos Indígenas (Cepi), entre representantes da Secretaria Estadual da Saúde, especificamente da Área Técnica em Saúde Indígena; da SEAPDR; dos Coordenadores Indígenas no Cepi; e dos indígenas.

Um dos que estão expondo na feira é o agente de saúde da Aldeia Indígena Kaingang, que fica no bairro Boa Vista do Sul, em Porto Alegre, Vicente Mendes Castoldi. Ele integra um grupo de seis famílias. “Somos umas 20 pessoas, entre homens, mulheres e crianças. Nosso grupo participa da Expointer desde quando ainda nem tinha o Pavilhão da Agricultura Familiar. Nós acampávamos dentro do Parque, acampamento de lona. Tem descendente do cacique Aristides da Silva entre a gente”, conta Castoldi. Conforme ele, é importante participar da Expointer para mostrar a cultura de seu povo, além de comercializarem seus produtos.

Da etnia Guarani, o membro da Aldeia Guajayvi, do município de Charqueadas, Celsio Acosta, está na Expointer representando as 30 famílias de seu grupo. “Nós produzimos e vendemos aqui na feira cestas, colares, esculturas em madeira, entre outras coisas do nosso artesanato”.

Já a professora da Aldeia Xokleng de São Leopoldo, Monalize Cardoso, e seu marido, representam na feira a comunidade da cacique Xokleng Cullung, de São Francisco de Paula.

Fernando Dias/Seapdr

Fonte: Ascom Seapdr

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R. Santos

Redator.

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