Terms & Conditions

We have Recently updated our Terms and Conditions. Please read and accept the terms and conditions in order to access the site

Current Version: 1

Privacy Policy

We have Recently updated our Privacy Policy. Please read and accept the Privacy Policy in order to access the site

Current Version: 1

Música

28 anos sem o cantor e trapalhão Mussum

Conhecido principalmente por sua carreira n’Os Trapalhões, Mussum também fez história na música, mais precisamente no samba

Cacildis, forévis, pindureta que representa fiado, são alguns bordões que tornaram famoso Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum, ator, cantor e comediante que faleceu há 28 anos devido a complicações em um transplante de coração. Embora tenha dedicado boa parte da fama ao grupo que o consagrou na comédia, Os TrapalhõesMussum fez história na música anos antes de brilhar nas telas.

Mussum foi um dos integrantes do grupo Os Originais do Samba, durante a década de 1960. Tocando reco-reco durante uma das primeiras formações do conjunto, ele integrou parte de algumas das apresentações mais icônicas d’Os Originais do Samba, como a faixa “Lapinha”, ao lado de Elis Regina, durante a I Bienal do Samba, em 1968, e a música “Cadê Tereza”, de Jorge Ben.

Em entrevista para o MPB Especial da TV Cultura, o artista contou sobre a carreira ao lado da banda, chegando a fazer excursão internacional com o grupo. Na conversa, ele ainda relembrou os perrengues no exterior: “Passamos é fueme mesmo! A gente falava é cueca-cuela, ensaladis”.

Capa do álbum Alegria de Sambar (1975) (Reprodução)

“Foi surpreendente ver o tamanho d’Os Originais do Samba. Eles chegaram a vender mais que o Roberto Carlos e o Michael Jackson nos anos 1970”, disse à Folha de S. Paulo Juliano Barreto, autor da biografia Mussum Forevis.

À mesma Folha de S. PauloElza Soares afirmou que o grupo não teve o reconhecimento merecido, já que o conjunto se apresentou ao lado de grandes nomes da MPB como a já citada Elis Regina e Jair Rodrigues.

A história de Mussum com o samba começa ainda na adolescência através da Estação Primeira de Mangueira. Em “Retratos Brasileiros”, documentário exibido pelo Canal Brasil, um dos antigos colegas de Os TrapalhõesDedé Santana, confirmou a sua paixão pela escola: “Ele fazia muitas coisas pela Mangueira. Chegou trocar o cachê porque eles precisavam de um consultório de dentista”.

Mussum também chegou a seguir carreira solo como músico. Em seu segundo álbum, Água Benta, o artista contou com a participação de Alcione. Mais tarde, chegaria a lançar um compacto ao lado de Dedé Santana e Zacarias, pela EMI-Odeon. 

Mussum e Alcione – Água Benta

A carreira no samba acabaria eclipsada pelo sucesso ao lado de Os Trapalhões. O convite para integrar o quarteto humorístico teria partido primeiro do diretor Wilton Franco, ao fim da década de 1960. Após recusar uma vez, Mussum seria chamado novamente para integrar a trupe, desta vez pelo amigo Dedé Santana, que já o conhecia por suas aparições em especiais musicais da TV Excelsior:

“Ele dizia para mim: Compadre, não sou humorista, sou tocador de reco-reco’. E eu falava: Você é um grande comediante, cara, você é quem não sabe'”, diz Dedé (via Folha de S. Paulo)

A carreira musical de Mussum seguiu em sua trajetória como diretor de harmonia da Ala das baianas da Estação Primeira de Mangueira do Carnaval do Rio de Janeiro. Mesmo após a saída d’Os Originais do Samba e sua consolidação como humorista, ele chegou a lançar um total de três álbuns solo. 

Por Rolling Stone

Mostrar mais

Cassio Felipe Tartas Rogalski

Sou formado em Letras e Jornalismo com especialização em Relações Internacionais e Diplomacia. Professor, jornalista, autor, colunista e analista de Relações Internacionais. Sou apaixonado por línguas, filosofia, escrita, livros em geral, música, viagens e café.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo