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Mundo

O Eterno 11 de Setembro de 2001

Os ataques terroristas em Nova Iorque serão lembrados enquanto o mundo existir, pois você pode não lembrar do que fazia em todos os 11 de setembro de sua vida, mas o 11 de setembro de 2001, você certamente lembra.

Àqueles que creem em Numerologia, ela explica que o 11 é o número mestre, de forte magnetismo e caracteriza as pessoas idealistas, inspiradoras, inventivas, capazes de iluminar o mundo através de ideias elevadas. Àqueles que, como eu, não acreditam, o número 11 pode apenas significar o 11 de Setembro possuindo, neste caso, um significado triste para muitas pessoas ao redor do mundo, pois foi o dia em que os Estados Unidos foram atacados pela Al-Qaeda, liderada por Osama Bin Laden.

11 de Setembro de 2001 no Jornal Nacional

Você que assistiu à cobertura do atentado pela televisão ou a acompanhou pela rádio, certamente lembra deste dia e do que estava fazendo, porém dificilmente se recorda do que estava fazendo em todos os outros 11 de setembro de sua vida. Eu estava em um cemitério, no sepultamento de minha bisavó e, naquela época eu tinha 13 anos e quando, ao chegarmos a casa, ainda pela manhã, após o enterro da minha ente querida, ligamos a televisão e, a partir daquele momento, éramos mais uma família, somando-se às outras incontáveis ao redor do mundo, que assistiam aos desdobramentos do ataque. Eu pouco entendia o que estava acontecendo e o que aquilo significava.

Os números fazem parte desse acontecimento e podem trazer diferentes lembranças à nossa mente. São eles:

8h46min – o Voo 11 da American Airlines atinge a Torre Norte do World Trade Center;

9h03min – Voo 175 da United Airlines atinge a Torre Sul;

9h37min – Voo 77 da American Airlines atinge o Pentágono;

10h3min –  o Voo 93 da United Airlines, cai em uma área rural perto de Shanksville, na Pensilvânia;

9h59min – A Torre Sul (WTC 2) cai, após queimar por 56 minutos;

10h28min – A Torre Norte (WTC 1) desmorona, após queimar por 102 minutos.

Houve um total de 2 996 mortes, incluindo os 19 sequestradores e as 2 977 vítimas, as quais foram distribuídas da seguinte forma: 246 nos quatro aviões (onde não houve sobreviventes), 2606 na cidade de Nova Iorque e 125 no Pentágono. Todas as mortes ocorridas foram de civis, exceto por 55 militares atingidos no Pentágono

A razão dos ataques

O 11 de setembro foi considerado o maior ataque ao território americano após o bombardeio japonês à base de Pearl Harbor no Havaí, em 1941. Antes mesmo dos atentados de 1998 na África, Bin Laden já havia publicamente defendido ataques contra alvos americanos. Em duas fatwas — mensagem proferida por alguma liderança religiosa pedindo que os muçulmanos sigam seu conteúdo —, o saudita havia conclamado fiéis a participar de seu movimento contra a maior potência mundial, explica reportagem da BBC.

Conforme uma publicação de 30 páginas feita pela Revista The Atlantic, intitulada Declaração de Guerra Contra os Americanos Ocupando a Terra dos Dois Lugares Sagrados, Bin Laden escreveu: “O povo do Islã sofreu com a agressão, a iniquidade e a injustiça impostas sobre eles pela aliança judaico-cristã e seus colaboradores”.

O principal motivo apresentado por Bin Laden para sua revolta era a presença de tropas americanas na Arábia Saudita, onde estão as cidades de Meca e Medina, sagradas para os muçulmanos. Tal presença começou em 1990, quando os sauditas permitiram a entrada dos americanos para lançar a guerra que expulsou as forças iraquianas de Saddam Hussein do Kuwait, e continuava em 1996, afirma a BBC.

Os atentados de setembro de 2001 foram uma continuação da guerra conclamada por Bin Laden e a Al-Qaeda nos anos 1990, iniciada com os atentados no Quênia e na Tanzânia.

Atos imediatos de George W Bush

George Bush, presidente dos EUA na época, viu sua popularidade chegar aos 90%, reunindo, assim, apoio político para as duas guerras que marcariam o seu governo: as invasões e ocupações do Afeganistão, ainda em 2001, e do Iraque, em 2003.

Pouco mais de um mês depois dos atentados, em 26 de outubro de 2001, o presidente Bush assinou o Patriot Act (Lei Patriótica), que facilitou operações de vigilância das autoridades, permitindo o monitoramento de comunicações via telefone e internet. A nova lei também facilitou a troca de informações entre órgãos de segurança como o FBI e a CIA, após a identificação de falhas de comunicação que permitiram que os sequestradores concluíssem a realização dos atentados. Outra significativa medida interna foi a criação, em novembro de 2002, do Department of Homeland Security (Departamento de Segurança Interna), conforme mostra a mesma reportagem da BBC.

Pessoas ainda morrem devido ao ataque

Os ataques e as horas seguintes expuseram os presentes a diversos materiais tóxicos e até mesmo cancerígenos, como chumbo e amianto. Anos depois, o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos estimou que cerca de 400 mil pessoas haviam sido feridas ou expostas a materiais tóxicos no 11 de Setembro. Até o final de 2018, mais de 2 mil pessoas morreram de doenças associadas à exposição a materiais perigosos naquele dia, particularmente de câncer. Até 2019, 241 integrantes do departamento de polícia de Nova York, o NYPD, haviam morrido de doenças relacionadas a seu trabalho durante o 11 de Setembro.

A morte de Osama bin Laden

Em reportagem publicada pelo The Wall Street Journal dos Estados Unidos, intitulada “The Last Days of Osama bin Laden”, em português “Os últimos dias de Osama bin Laden”, o jornal afirma que por cinco anos, ele escondeu a si mesmo e sua família extensa – esposas, filhos e netos – em um complexo em Abbottabad, Paquistão, mas agora parecia que seu refúgio cuidadosamente construído estava se desintegrando.

Já o canal de TV History Channel escreve que em uma transmissão dramática tarde da noite em 2 de maio de 2011, o presidente Barack Obama anuncia que os militares dos EUA e membros da CIA localizaram e mataram Osama bin Laden, o líder da Al Qaeda, em um ataque noturno a um complexo no Paquistão onde ele havia estado se escondendo.

Uma visita ao Memorial de 11 de Setembro

The Reflecting Pool / Créditos: Aline Fantinel Alves

Recentemente, a professora Aline Fantinel Alves e sua filha Bárbara estiveram em Nova Iorque e visitaram o memorial às vítimas do ataque. Aline relatou a visita:

O Memorial do World Trade Center ocupa a área onde estavam localizadas as duas torres que vieram abaixo no fatídico 11 de setembro de 2001. Nele, estão os registros dos últimos momentos de muitas das 2.996 vítimas, bem como o que sobrou de seus pertences… 

Na sala onde as vítimas são homenageadas, há fotos delas e um pouco da sua história de vida… é de arrepiar e de se emocionar quando se pensa nos planos e nos anos de vida que foram de repente tirados dessas pessoas inocentes, que estavam nas torres trabalhando, foram surpreendidas pelos aviões que se chocaram com as duas torres e, provavelmente, nem ficaram sabendo o que de verdade estava acontecendo: que se tratava de um ataque terrorista, sem precedentes na história da humanidade e que ficará para sempre marcado na memória de todos, tanto daqueles que acompanharam atônitos o que estava acontecendo quanto as gerações futuras que estão conhecendo pelos livros de história ou pela internet o que ocorreu…

No centro do Memorial, está a “Última Coluna”, símbolo de resiliência, foi retirada da Torre Sul e representa o “Marco Zero” do Memorial de 11 de setembro. Em uma das paredes, há, sem dúvidas, uma das frases mais emblemáticas sobre os ataques terroristas, a qual diz: “No day shall erase you from the memory of time”. Fora do Memorial, está a “Survivor Tree”, uma árvore que estava nas imediações do World Trade Center e sobreviveu ao fogo e destroços do desabamento das Torres, e simboliza a resistência e a vida.”

The Survivor Tree (A árvore sobrevivente). Em outubro de 2001, uma árvore gravemente danificada foi descoberta no Ground Zero. Ela foi removida e após sua recuperação e reabilitação, a árvore foi devolvida ao Memorial em 2010.
The Reflecting Pool / Créditos: Aline Fantinel Alves
The Last Column (A Última Coluna), situada no centro do Hall da Fundação do 9/11 Memorial Museum, é coberta com milhares de marcações e homenagens colocadas na viga por trabalhadores e familiares. Créditos: Aline Fantinel Alves
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Cassio Felipe Tartas Rogalski

Sou formado em Letras e Jornalismo com especialização em Relações Internacionais e Diplomacia. Professor, jornalista, autor, colunista e analista de Relações Internacionais. Sou apaixonado por línguas, filosofia, escrita, livros em geral, música, viagens e café.

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