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Educação

Erechim tem vencedor no Desafio Basquete Criativo promovido pela NBA

Destaque para a Escola Estadual de Ensino Fundamental Santo Agostinho (Erechim/RS) que construíram uma cesta regulável utilizando giz, um macarrão de piscina e arame.

O “Desafio Basquete Criativo” acaba de anunciar seus vencedores. O projeto, promovido pela Jr. NBA, plataforma de fomento ao basquete que atua em diversas frentes no Brasil e a maior liga de basquete do mundo, e o Impulsiona, programa de formação de professores de Educação Física idealizado pelo Instituto Península, escolheu as seis escolas mais criativas dentre as 196 escolas inscritas. Cada uma receberá como prêmio um kit de basquete da NBA com bolas, camisas, troféu e outros materiais oficiais.

Para participar do desafio, professores e alunos tiveram que construir cestas de basquete com materiais recicláveis, e em seguida realizar uma atividade de arremessos. Uma banca de jurados escolheu os vídeos mais criativos.

“Esse projeto pretende incentivar o esporte nas escolas e mostrar a sua importância na formação dos jovens.”, explica VandersonBerbat, diretor do Impulsiona. “Além da saúde do corpo, a Educação Física também desenvolve o cognitivo e o emocional dos alunos, e por isso precisa ser valorizada.”

Rodrigo Vicentini, Head da NBA Brasil, conta do objetivo de democratizar o acesso ao basquete. “Desde 2021, 10 mil professores já se inscreveram no curso online e gratuito da Jr. NBA. Agora, vemos o conhecimento sendo colocado em prática no desafio. Acreditamos no poder de transformação do esporte na escola e o basquete é uma das ferramentas para isso”.

Confira os projetos ganhadores

Os especialistas que formaram o júri tiveram um grande desafio para escolher os vencedores. “Foram trabalhos incríveis. Inclusive tivemos um empate na quinta posição, por isso decidimos premiar seis escolas”, revela Berbat.

1) Geraldo Sérgio Brunelli Carreta — EMEF Caxixe (Venda Nova do Imigrante/ES)

O professor Geraldo valorizou a cultura local e inclusão. Os alunos do 4º ano do interior do Espírito Santo utilizaram balaios feitos de bambu para confeccionar os aros e madeirites para montar a tabela, com uma versão do equipamento adaptada para alunos cadeirantes.

“Aqui no município, o basquete quase não é jogado por falta de estrutura. A construção coletiva dos equipamentos empolgou as crianças, que se sentiram protagonistas na construção do conhecimento”, explica Geraldo.

2) LaisaFerstBard — Escola Estadual de Ensino Fundamental Santo Agostinho (Erechim/RS)

A professora solucionou um problema vivenciado pelos seus alunos do 4º ano do Ensino Fundamental: a altura da cesta. “Ao iniciar com o conteúdo de basquete, fazer a cesta tornou-se muito difícil e, por vezes, frustrante, já que a tabela era muito alta para os alunos mais novos”, relata a professora.

Laisa e sua turma construíram uma cesta regulável utilizando giz, um macarrão de piscina e arame. “O aro pode ser instalado em diversas alturas de acordo com a média de altura da turma. A tabela foi apenas pintada com giz, facilitando a retirada e a mudança de lugar”, explica a professora.

3) Luiz Gustavo Galle da Silva — EM Rosiris Maria AndreucciStopa (Atibaia/SP)

O professor Luiz Gustavo trabalhou com as turmas do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental e construiu o equipamento de basquete com pallets, bambolês, barbante, corda, placas de EVA, papel panamá e tinta guache.

A brincadeira também contou com o apoio da equipe de Matemática, que trabalhou conteúdos de probabilidade e estatística no contexto do basquete. Luiz Gustavo destacou a valorização da identidade cultural dos estudantes. “Considerando que na turma do 1º ano há dois alunos imigrantes da Venezuela e Peru, selecionamos as cores de seus países com o objetivo de trabalhar de forma contextualizada a multiculturalidade presente na escola”.

4) Fernando da Silva — E. M. Pauline Parucker (Joinville/SC)

O professor Fernando realizou a atividade a partir de uma ideia de um aluno do 3º ano do Ensino Fundamental. Ele brincou no shopping de arremesso em um aparelho que, toda vez que ele acertava a cesta, a bola voltava para ele repetir o movimento. A ideia foi aprovada e eles utilizaram materiais como EVA, pneu e lona para criar uma espécie de túnel que devolvia a bola ao jogador.

“Gostaria de ganhar esse prêmio para mostrar para as crianças que elas podem ser vencedoras se demonstrarem vontade, disciplina e esforço. E toda vez que as crianças olhassem o troféu ou brincassem com as bolas da NBA, elas sentiriam orgulho e acreditariam que podem fazer coisas incríveis na vida.”

5) Antonio Carlos Gomes Martins — Escola de Referência Cônego Olímpio Torres (Tuparetama/PE)

O professor Antonio Carlos usou materiais como madeira, aro e pneu de moto velhos e borracha de câmara de ar.

A ideia também passou pela integração de turmas de diferentes faixas etárias, já que a altura da cesta é regulável, possibilitando a participação de todos. Para algumas crianças, aquele foi o primeiro contato com o basquete.

6) Amanda Cristina Lopes Romão — Emef Professora Shirley Guio (São Paulo/SP)

Depois de dois anos de aulas remotas em função da pandemia, os alunos do 9º ano da Escola Municipal Professora Shirley Guio construíram uma mini cesta usando a proteção contra Covid “Face Shield” e bolas de máscaras de pano.

Importância do esporte nas escolas

Essa percepção do poder de mobilização do esporte também foi sentida pelos professores na pesquisa “Desafios e perspectivas da Educação: uma visão dos professores durante a pandemia” realizada pelo Instituto Península no ano passado. Na ocasião, foram ouvidos 2500 professores de todo o país, e 68% deles apontaram que a Educação Física pode melhorar a motivação dos alunos. A pesquisa mostrou também que os outros benefícios da Educação Física na visão dos professores são a melhoria das condições de saúde (65%), o desenvolvimento de competências socioemocionais (62%) e o fortalecimento do vínculo dos alunos com a escola (58%).

Texto criado com base no site impulsiona.org.br

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Nelsir Luterek

Empresário, colunista, especialista em TI, mentor, CTO e consultor estratégico em inovação.

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