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Agronegócio

Uma Expointer com novo sotaque

Uma foto histórica. Assim a fiscal estadual agropecuária Brunelle Weber Chaves classificou a chegada, no último dia 31, dos animais da raça Angus, oriundos de Urupema, Santa Catarina, para participação na 44ª Expointer. O fato foi chamado de histórico por Brunelle porque, por mais de 20 anos, a condição sanitária referente à febre aftosa, que diferenciava os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, afastou a presença de animais de fazendas catarinenses da exposição gaúcha. No entanto, em maio deste ano, o Rio Grande do Sul conquistou o status de área livre de febre aftosa sem vacinação, o que facilitou o trânsito de animais entre os estados vizinhos.

“A equipe, sob minha responsabilidade, realizou a recepção destes animais. Nós todos compartilhamos do mesmo sentimento, de orgulho frente a nossa conquista. Após muitos anos, presenciar a participação de animais oriundos de Santa Catarina, realmente enaltece o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul”, destacou Brunelle, da equipe da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR).

“A presença dos animais de Santa Catarina e Paraná mostra a força da nova condição sanitária, que abriu as fronteiras e elevou o patamar da pecuária gaúcha”, afirma a secretária Silvana Covatti.

Até o final da tarde de ontem (01/09), tinham chegado no Parque 22 bovinos de Santa Catarina. Ao todo, 237 animais deste estado estão inscritos na feira, entre ovinos, bovinos, equinos e caprinos.

Ainda na segunda-feira (30/08), primeiro dia de entrada dos animais no Parque de Exposições Assis Brasil, 13 bovinos da Fazenda Mãe Rainha, de Lages, Santa Catarina, ingressaram na feira por volta das 20h30. O pecuarista Edson Colombo trouxe para a exposição quatro bovinos Hereford, um Brangus, seis Braford e dois terneiros de quatro meses, sendo um Braford e um Hereford.

“Faz mais de 20 anos que Santa Catarina não podia participar e retornar das feiras. Para nós catarinenses é uma honra muito grande poder participar da feira agropecuária mais importante da América Latina”, afirma Edson Colombo, proprietário da Fazenda Mãe Rainha.

Ele lembra que já participou outras três vezes da Expointer, mas teve que trazer os animais e vendê-los no Rio Grande do Sul. O fato de Santa Catarina não vacinar os animais contra febre aftosa desde 2000 impedia o retorno de bovinos e ovinos ao estado depois de cruzar a divisa com o Rio Grande do Sul. “Então o fato de agora podermos voltar para Santa Catarina depois da feira, trocar mais genética, mostra a ascensão deste status de livre de febre aftosa tão importante para o Brasil”, destaca.

O estado de Santa Catarina garantiu em 2007 o status sanitário de livre de aftosa sem vacinação, mas desde 2000 a vacinação no estado tinha sido suspensa. “A participação de expositores catarinenses demonstra a confiança dos produtores e dos criadores de Santa Catarina na segurança sanitária do Rio Grande do Sul. Mostra que este reconhecimento foi justo. Vai além do reconhecimento de uma organização mundial, é o reconhecimento das nossas cadeias produtivas e do serviço oficial. Se os expositores estão vindo para cá é porque se sentem seguros e confiam no trabalho que a gente está fazendo”, afirma o comissário da Feira, médico veterinário Paulo Coelho de Souza.

Além de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, os estados do Paraná, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso também foram reconhecidos internacionalmente como zona livre de aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Fonte: Seapdr

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