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Mundo

Um dos médicos que descobriu o Ebola, considera a doença “derrotada” após 40 anos de luta

O último surto da doença, ocorrido em fevereiro passado na Guiné, deixou 12 mortos.

O professor Jean-Jacques Muyembe-Tamfum, um dos médicos que fez parte da equipe que descobriu o ebola em 1976, anunciou que o vírus foi “derrotado” após dolorosos anos de combates nos quais mais de 12.000 pessoas perderam a vida na África, relata France24.

“Há 40 anos sou testemunha e protagonista da luta contra esta doença terrível e mortal, e hoje posso dizer: ela está derrotada, é evitável e curável”, disse o virologista em cerimônia realizada em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, por ocasião da comercialização de um novo tratamento contra o Ebola.

O professor congolês participou da descoberta do vírus Ebola em 1976, quando trabalhava como epidemiologista de campo, após chegar à aldeia congolesa de Yambuku, no norte do país, após o surto de uma então misteriosa doença. Depois de coletar uma amostra da doença, a equipe de pesquisa de Muyembe a enviou a um microbiologista na Bélgica, que a examinou antes de ser chamada de Ebola, em homenagem a um rio perto de onde foi detectada.

Surtos na África
Após a descoberta do vírus, a doença teve vários surtos em vários países africanos, sendo 2014-2016 na África Ocidental o mais disseminado e complexo. No entanto, com os tratamentos clínicos e vacinas agora disponíveis nas áreas afetadas, os surtos podem ser contidos, evitando a devastação generalizada que eles causaram anteriormente.

Na verdade, o surto mais recente de Ebola, registrado na Guiné em fevereiro passado, deixou 12 mortos, enquanto em 2014-2016 os casos fatais somaram 2.543 neste mesmo país, para não mencionar 3.965 e 4.809 mortes em Serra Leoa e Libéria, respectivamente, nesses mesmos anos.

Vacinas russas
Em 2018, cerca de 2.000 pessoas na Guiné receberam a vacina russa GamEvac-Combi contra o Ebola, a primeira oficialmente registrada e aprovada contra o vírus no mundo para uso clínico. Essa foi uma das duas vacinas desenvolvidas em 2015 pelo Centro Nacional Gamaleya, que em 2020 produziu uma terceira.

Fonte: Russia Today

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Cassio Felipe Tartas Rogalski

Sou formado em Letras e Jornalismo com especialização em Relações Internacionais e Diplomacia. Professor, jornalista, autor, colunista e analista de Relações Internacionais. Sou apaixonado por línguas, filosofia, escrita, livros em geral, música, viagens e café.

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